Beatriz, the ballerina

Fotografias de ballerinas, ou mesmo de ginastas, são algo que mexe comigo. A verdade é que só fotografei uma vez, a Laura, e nunca mais fiz este tipo de fotografia. Até que alguém me falou na Beatriz e decidi convidá-la para experimentar um pouco mais este tipo de fotografia. Sem duvida, ainda tenho muito a aprender, mas foi tão bom trabalhar com ela.
Andámos pelas ruas de Alenquer, a nossa vila. Sem grandes planos, simplesmente fomos experimentando coisas e descobrindo ruas. Ela já não dançava há algum tempo e eu já não fazia este tipo de fotografia há séculos, por isso fomos o par perfeito, duas destreinadas a ver o que saía dali. E a verdade é que fiquei muito contente com o resultado. Não estava com as expectativas muito altas, não sabia muito bem qual seria a melhor forma de a retratar, não conhecia a Beatriz e não sabia de local nenhum onde a fotografar. Mas a coisa correu bem, entendemo-nos bem, ela foi um amor e teve uma paciência de santa e a Vila alta revelou-se mais bonita do que eu me lembrava!
Obrigada Beatriz, pela paciência e por me deixares experimentar este tipo de fotografia.

E tu, se és de Alenquer (ou mesmo se não és), que tal partilhares este post e ajudares-me a crescer? :D Eu ficar-te-ia MEGA agradecida.

Pictures of ballerinas, or even  gymnasts, is something that moves me. The truth is that I only did a photo shoot once, with Laura, and I never did it again. Until someone told me about Beatriz and I decided to invite her to try a bit more this kind of pictures. Without a doubt, I still have a lot to learn, but it was so great to work with her.
We walked through the streets of Alenquer, our town. Without any particular plans, simply trying stuff and discover new streets. She stopped dancing for a while now and I also haven't done this kind of pictures for centuries, therefore we were the perfect duo, two untrained seeing what would come out from that. The truth is that I really liked the result. I didn't have high expectations, I didn't really know what was the best way to portray her, I didn't know Beatriz and I didn't know about any place to the photo shoot. But it actually went well, we got along perfectly, she was lovely and with a huge patience and the "Vila alta" turned out to be prettier than I remembered!
Thank you Beatriz, for the patience and for letting me try these kind of photo shoots.

And you, if you're from Alenquer (or even if you're not), what about sharing my post and help me grow? :D I would be SO thankful! 


































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Beijinhos/Kisses,
MariianaCapela




About being an emigrant

Muitas vezes me perguntam "É dificil?" ou " Do que é que sentes mais falta?" ou também "Não tens saudades do sol?".
É dificil, claro, mas não é impossivel. Para estar aqui, eu tenho que não estar em Portugal. Para estar aqui eu tenho que perder todos os momentos importantes da minha familia e dos meus amigos. Para estar aqui eu não posso sair para um café com a minha amiga mais antiga, ou não posso dizer bom dia à minha mãe e tomar o pequeno almoço com ela, ou não pude assistir aos primeiros passos do meu sobrinho, às primeiras palavras. Na verdade, estar aqui faz com que seja uma pessoa completamente estranha para ele. Quando vou a Portugal ele tem medo de mim, não quer ficar sozinho comigo, ele não sabe quem eu sou, é demasiado novo para se lembrar de mim. Essa é uma das coisas mais difíceis de não estar a viver em Portugal. Outra coisa que torna esta distância difícil é o facto de estar longe da minha avó, a minha segunda mãe. Ela já está velhota, é doente e um dia vou chegar a casa e ela não vai lá estar. E todo este tempo longe dela vai-me pesar em cima e vai doer, muito. Porque para estar aqui não posso estar com ela e aproveita-la enquanto ela ainda está por cá. Talvez nem vos faça qualquer tipo de sentido, mas para mim faz. Estar aqui, a lutar por uma vida melhor fez-me deixar muitas coisas para trás. Tive que tomar decisões, fazer sacrificios. E isso dói, dói em cada momento que eu perco, em cada fotografia dos meus amigos todos juntos, sem mim. Também dói em todas as amizades que entretanto perdi. Sim sim, a verdadeira amizade sobrevive a tudo. Não, não é de todo verdade. Algumas pessoas não sabem como ter uma relação à distancia, e a coisa vai-se indo, com o tempo. Tudo isto dói mas é compensado com o facto de ter uma boa vida (dentro dos meus parâmetros, claro.). Tenho um bom trabalho, a minha casa, dois cães maravilhosos e um namorado espectacular. Posso passear em florestas sempre que me apetece (para quem não me conhece, sou louca por florestas), tenho neve no inverno (outra coisa que me faz super feliz), os meus cães são aceites em quase todo o lado, tenho mais oportunidades por cá, conheci pessoas fantásticas, etc. Tenho a vida que tanto queria ter. Tive sorte de ter encontrado as pessoas certas, na altura certa que me trouxeram ao presente que eu queria ter. Mas para ter tudo aquilo com que sonhei, tive que fazer alguns sacrificios. Nada é de borla. Temos sempre que lutar por aquilo que queremos. Por isso sim, ser emigrante é difícil. E sim, voltaria a fazer tudo igual se pudesse voltar atrás no tempo. Cada esforço é compensado com todas as conquistas. Adoro a minha vida, a vida que eu escolhi e não me arrependo de nada. Se tens medo de dar esse passo, de sair e arriscar a procurar uma vida com a qual sonhas, não tenhas. Lembra-te: terás sempre uma casa para voltar. <3

I often receive questions like "Is it difficult?" or "What do you miss the most?" or also "Do you miss the sun?".
It is difficult, not impossible. To be here, I have to not be in Portugal. To be here I have to miss all my family's and friend's important events. I have to not be able to go out just to drink a coffee with my oldest friend, or I have not to be able to say good morning and have breakfast with my mother, or I have not to be there for my nephew's first steps, first words. Actually, I have to be a completely stranger for one of the most important person of my life, my lovely nephew. When I go to Portugal he is afraid of me, he doesn't want to stay alone with me, he doesn't know who I am, he is too young to remember me. That is one of the hardest parts of being an emigrant for me. I also have to be away from my grandmother, my second mother. She is old, she is sick and one day I'll arrive home and she won't be there. And all this time that I'm not with her will hurt so much, because to be here I can't enjoy her while she is still here with us. To be here, fighting for a better life, I had to decide to leave behind important things. I had to make decisions, sacrifices. And that hurts. That hurts in every moment that I miss, in every picture of my friends together, without me. And that also hurts in all the friendships I have lost. Yes yes, true friendship survives everything. No, it is no true. Some people don't know how to have a distance relationship, and some friendships just vanish with time passing by. This hurts, but it's compensated with the fact that I have a good life. I have a good job, my own house, 2 amazing dogs and a wonderful boyfriend. I walk in the forests, I have snow in the winter, my dogs are accepted almost everywhere, I have more opportunities, I met amazing people, etc. I have the life I wanted to have. I was lucky enough to found the right people at the right time that brought me to the present I wanted to have. But the rest comes with some sacrifices. Nothing is free. You have always to fight for what you want. So yes. Being an emigrant is difficult. And yes, I would do the exactly same thing if I could go back in time. Because every effort is compensated for all I have now. I love my life, I love the life I chose for me and I don't regret any decision I took so far. If you are afraid to try to get out of your country, don't be. Remember you will always have a house to go back to. <3


























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